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Centro de Pesquisas

03 de agosto de 2018

Histórico das Sessões Científicas – 2018

  • MARÇO

07/03 – “Como estruturar mentalmente a ideia da pesquisa” – Luís Correia

21/09 – “Troponina: o entrelace entre Sepse e infarto miocárdio” – Michel Pordeus

28/03 – “Idealização de um Centro de Pesquisa para tratamento de varizes e úlceras” – Marcelo Liberato

  • ABRIL

11/04 – “Lançamento do Menu de Colaboração Científica do Laboratório / Avaliação da Acurácia e Relevância Clínica do Biomarcador nCD64 no Diagnóstico Precoce da Sepse” – Agnaluce Moreira e Rodrigo Cezar

18/04 – “Amostragem e randomização na pesquisa clínica” – Lucas Éber

25/04 – “Inteligência Humana vs Inteligência Artificial: Predição de doença coronária” – Luís Correia e Daniel Lopes

  • ABRIL

02/05 – “Beta-bloqueador no tratamento de choque séptico: ensaio clínico randomizado” – Rogério Passos

09/05 – “Estudos de resistência bacteriana na nossa população (Produtos da Integração Infectologia – Microbiologia – CCIH)” – Ana Verena e Goreth Barberino

23/05 – “Avaliação da doença coronária: integrando anatomia e fisiologia” – Cristiano Guedes

  • JUNHO

06/06 – “Avaliação da doença coronária: integrando anatomia e fisiologia” – Cristiano Guedes

13/06 – “Influência da idade do paciente no processo cognitivo da decisão médica” – Gabriela Oliveira

20/06 – “Avaliação de risco nutricional como preditor de mortalidade em UTI” – Marco Borges

  • JULHO

04/04 – “A arte de Escrever Artigos Científicos” – Marcio Oliveira

01 de agosto de 2018

Apoio à Publicação Científica

O Hospital São Rafael, por intermédio de suas coordenações de Ensino e de Pesquisa, convida seus pesquisadores a apresentarem propostas para reembolso de despesas com publicação de trabalhos e participação em eventos de natureza cientifica em território nacional.

Para maiores informações sobre os precedimentos e documentações clique aqui ou entre em contato conosco.

25 de julho de 2018

Suplementos Dietéticos e Hepatite Autoimune

Em Fevereiro de  2018, o grupo de pesquisa da Gastro-Hepatologia do Hospital São Rafael publicou relato de caso na Revista Gastroenterology Medicine & Research sobre uma paciente que, após o uso de Suplementos Dietéticos, evoluiu com Hepatite Autoimune. Um relato de caso tem valor científico semelhante a uma musa que inspira o artista. Se por um lado relatos não representam evidências definitivas (como a maioria das publicações), por outro lado estes podem servir como geradores de hipóteses ou provocadores de reflexões por vezes escassas no meio médico.

De acordo com a Dra. Lourianne Nascimento, médica da Gastro-Hepatologia, o número de pacientes que usam suplementos dietéticos, fitoterápicos, ervas medicinais aumentou consideravelmente nos últimos anos. Estima-se tendência crescente nos últimos cinco anos, com a prevalência do uso de suplementos flutuando de 64% para 69% no ocidente.

Estes produtos são de fácil acesso, utilizados em associação com tratamentos tradicionais, vendidos como terapias adjuvantes com intenção de prevenir, tratar doenças ou promover a saúde e bem-estar; também com objetivos estéticos para emagrecimento e ganho de massa muscular.

Muitas pessoas têm a crença de serem produtos inocentes, o que estimula automedicação. Fitoterápicos/ervas/suplementos dietéticos podem estar contaminados, além de serem responsáveis por toxicidade direta, indireta ao fígado ou por interações medicamentosas com alopáticos, considerando, em especial, pacientes idosos com polifarmácia.

  • Que significa DILI/HILI?

DILI e HILI são termos definem reação adversa com dano hepático, na maioria das vezes imprevisível, sendo causadas por drogas ou xenobióticos (DILI- Drug Induced Liver Injury), por ervas medicinais, fitoterápicos ou suplementos alimentares (HILI – Herbal Induced Liver Injury). DILI/HILI têm variados espectros de gravidade, padrões de apresentações clínicas (hepatocelular, colestática, vascular, aguda ou crônica) e podem estar associados à exposições ocorridas até seis meses antes da lesão hepática.

  •  Que tipos de suplementos aparentemente inocentes podem causar hepatotoxicidade?

DILI / HILI englobam um amplo espectro de produtos, com variedade de ervas consideradas medicinais, de uso comum e cultural,  alimentos, suplementos, vitaminas e minerais. Estes produtos podem ter múltiplos componentes, dificultando a identificação dos agentes agressores específicos.

São diversos os relatos de lesões hepáticas relacionadas ao uso de suplementos, fitoterápicos e chás como Valeriane, Cáscara-sagrada, Garcinia Cambogia, Senna, Kava-Kava, Noni, Chá Verde (Camellia sinensis),  Cavalinha, Comfrey, Boldo-do-chile, Maria-Preta, Aloe Vera; suplementos termogênicos, shakes e emagrecedores utilizados em academias como Hydroxycut®, Oxyelite Pro®, Herbalife®, Lipo-6 Black®, Acido Linoleico (CLA),  esteroides anabolizantes, dentre muitos outros.

  •  Qual a provável magnitude do problema (frequência na população, risco absoluto em um indivíduo)?

A prevalência real de hepatotoxidade por estes agentes na população é desconhecida e com grandes variações entre os países. Muitos pacientes sequer relatam o uso destas substâncias, possivelmente por subestimarem o potencial tóxico. A incidência estimada é de 1 a 3 indivíduos /100mil habitantes/ano. Foi sugerido que para cada 10 casos de elevação de alanina aminotransferase significativa, haverá um caso de lesão hepática grave relacionada a drogas/suplementos amplamente disponíveis.

DILI/HILI são responsáveis por aproximadamente 10% de todos os casos de hepatite aguda e é a causa mais comum de insuficiência hepática aguda nos Estados Unidos. Em geral, são condições de risco imprevisível, mas observa-se que adultos são mais susceptíveis do que crianças; mulheres podem ser mais atingidas do que os homens e abuso de álcool, presença de outra patologia hepática  e desnutrição predispõem a lesão em alguns casos.

  •  Qual a particularidade do caso publicado pelo seu grupo?

A hepatite autoimune (HAI) induzida por suplementos de dietéticos e fitoterápicos foi relatada anteriormente, mas a causalidade ainda não está bem estabelecida.  No caso clinico publicado, acompanhamos paciente do sexo feminino, 55 anos com quadro de icterícia, aumento de aminotransferases e painel imunológico sugerindo provável hepatite autoimune [Anticorpo antinuclear (FAN) de 1: 320 e nível de imunoglobulina G sérica aproximadamente 2 vezes o limite superior normal]; outras causas de doença hepática foram afastadas. A paciente relatou consumo diário e regular de produtos Herbalife®, contendo Hibiscus e Chá Verde principalmente, por  mais de 6 meses, os quais foram descontinuados quando do início dos sintomas. Os exames laboratoriais pioraram apesar da interrupção dos suplementos e biópsia hepática foi realizada. A histologia foi sugestiva de HAI e doença hepática induzida por drogas. Iniciamos, então, tratamento imunossupressor por suspeita de hepatite autoimune, com melhora clinica e laboratorial progressiva.

Este caso destaca o risco potencial de lesão hepática induzida por automedicação com suplementos dietéticos, sendo estes produtos possíveis gatilhos para condições mais graves e crônicas como hepatite autoimune.

04 de setembro de 2017

Aulas do Curso de Metodologia Científica

Abril:
“Construção do Projeto de Pesquisa: o que é uma boa ideia de pesquisa?” – Luís Correia

Junho:
“Simpósio Internacional de Medicina Baseada em Evidências e Economia Clínica” – Luís Correia e Franz Porzsolt

“Anatomia e Fisiologia do Método do Trabalho Científico” – Luís Correia

Julho:
“Tamanho é Documento” (cálculo do tamanho amostral) – Luís Correia

“Utilização do Método SCRUM no Gerenciamento de Projetos de Pesquisa” – Jaime Gama

Agosto:
“Escrevendo o Projeto de Pesquisa: da ideia para o papel” – Marcio Oliveira

“Preparando o Instrumento de Coleta de Dados” – João Gabriel

“Dicas para Submissão Efetiva de um Projeto de Pesquisa ao CEP” – Regina Oliveira e Moisés Oliveira

Setembro:
“O Valor do Envolvimento com Pesquisas da Indústria” – Lourianne Nascimento

“Tipos de variáveis, inserção no banco de dados e descrição básica” – Lucas Éber e Guilherme Garcia